É a retirada de pequenos fragmentos de um órgão para estudo. Esse material é normalmente colocado em formol e levado ao laboratório de Anatomia Patológica para ser visto por um médico anatomopatologista. Após analisar as células ao microscópio, o anatomopatologista faz um laudo contendo suas observações e sua conclusão diagnóstica.
É um exame endoscópico que permite a visualização do interior de todo o cólon. O instrumento utilizado é um tubo flexível com cerca de um metro de comprimento e um centímetro de diâmetro. Na extremidade final desse tubo existe uma mini camera de TV, que transmite para um monitor colorido, as imagens do interior do cólon e do íleo-terminal (parte final do intestino fino). Essas imagens são fotografadas em uma impressora a laser e são gravadas em fita de videocassete.
É uma representação visual da atividade elétrica do coração, reconhecida por alterações no potencial elétrico na superfície cutânea. O ECG é registrado como um traçado numa tira de papel ou aparece no écran de um osciloscópio. Para facilitar a interpretação do ECG, dados acerca da idade, sexo, pressão arterial, altura, peso, sintomas e medicações do paciente devem ser anotados no pedido do ECG. A eletrocardiografia é particularmente útil na avaliação das afecções que interferem nas funções cardíacas normais, tais como distúrbios da freqüência ou do ritmo, distúrbios da condução, hipertrofia das câmaras cardíacas, presença de infarto do miocárdio e distúrbios eletrolíticos.
Existem vários tipos de Raio X, entre eles o do tórax, do abdome e do esqueleto. O Raio X do tórax é extremamente importante para se diagnosticar a doença pulmonar e para avaliar alterações do mediastino, incluindo o coração e o tórax ósseo. A radiografia do tórax não é útil apenas na avaliação do paciente no momento do exame, mas também serve como um parâmetro básico normal ou como registro do estádio ou progressão da doença. Através do Raio X do abdome, pode-se descobrir uma variedade de condições, incluindo obstrução intestinal, coleção de líquidos intra-abdominais, cálculos na vesícula biliar ou no aparelho urinário ou outras calcificações intra-abdominais patológicas. Entre os órgãos abdominais visibilizados incluem-se o fígado, o rim e o baço. No Raio X do esqueleto, os problemas esqueléticos (particularmente as fraturas) são bem visibilizados. As radiografias do esqueleto podem ser úteis para estabelecer ou excluir o diagnóstico de distúrbios nutricionais e endócrinos complicados por alterações no metabolismo das proteínas ou pela deposição de cálcio ou fósforo; estas demonstram também os vários tipos de artrite, osteoporose, intoxicação pelo chumbo e hipervitaminose A.
É o exame macro e microscópico dos tecidos e células suspeitos ou com câncer. Este exame é realizado pelo patologista com amostra de tecidos suspeitos retirados do paciente através de biópsias (extração de uma pequena amostra de tecido do paciente) ou de resultado de cirurgia (peça). O exame define com precisão o tipo de célula, podendo auxiliar na definição do estado de adiantamento da doença e conduzirá todo o plano de tratamento para o paciente.
Não. A mamografia é um exame radiográfico da mama que não requer a injeção de meio de contraste. O procedimento leva cerca de 20 minutos e é indolor. Usualmente são feitas duas incidências de cada mama; uma incidência crânio-caudal, tomada de cima com a paciente sentada, e uma incidência médio-lateral. Através da mamografia, o câncer mamário pode ser diagnosticado antes do aparecimento de qualquer manifestação clínica. Entretanto, é necessário um radiologista experiente para interpretar os resultados. Ao mesmo tempo, deve ser observado que esta forma de exame diagnóstico tem suas limitações, uma vez que alguns carcinomas observados no exame clínico não são detectáveis através da mamografia. Além disto, este exame não é tão eficiente na avaliação de mamas muito pequenas assim como naquelas bastante "adiposas". Mais recentemente, certos padrões arquiteturais da mama têm sido diferenciados, tornando possível identificar pacientes que estão em alto risco de desenvolvimento de câncer de mama.
É a inspeção direta e observação da laringe, traquéia e brônquios através de um broncoscópio rígido ou flexível. Os propósitos diagnósticos da broncoscopia são examinar tecidos ou coletar secreções, determinar a localização e extensão de um processo patológico e determinar se um tumor pode ser ressecado cirurgicamente.
Neste exame, ondas sonoras de alta freqüência são enviadas para dentro do coração através da parede torácica e são registradas ao retornarem. O ultra-som é gerado por um transdutor manual, aplicado na parte anterior do tórax. Registra-se simultaneamente um ECG, para sincronizar os eventos dentro do ciclo cardíaco. Os movimentos dos ecos são traçados num osciloscópio e registrados num filme. Este exame é particularmente útil no diagnóstico e na diferenciação dos murmúrios cardíacos. Um ecograma pode detectar se o coração está dilatado, se as paredes ou os septos estão espessados ou se existe derrame pericárdico.
É uma cirurgia simples para colocação de um pequeno tubo de metal (chamado de cânula) na região próxima ao "Pomo de Adão", para facilitar a entrada do ar. Ela é indicada quando existe alguma obstrução que dificulta a passagem de ar da boca ou nariz até os pulmões.
Este exame é realizado através de uma peça de um aparelho chamada de espirômetro incentivador. O paciente é colocado sentado ou em posição semi-Fowler, já que a excursão diafragmática é maior nesta posição. Entretanto, este exame pode ser feito com o paciente em qualquer posição. O objetivo deste aparelho é medir um gradual aumento do volume corrente assim que o paciente toma inspirações mais e mais profundas. O paciente toma uma respiração profunda do bocal, pára no pico da inspiração e então relaxa e expira. Para evitar a fadiga, ele deve tomar várias respirações normais antes de tentar outra com o incentivador. O volume corrente é periodicamente aumentado conforme tolerado. O paciente é incentivado a tossir após cada respiração profunda, já que a insuflação pulmonar profunda pode soltar as secreções que podem assim ser expectoradas. Um contador no espirômetro indica o número de respirações que o paciente tomou. Dez respirações por hora enquanto o paciente está acordado é o objetivo freqüente.
Este exame permite a visibilização direta de todas as partes da cavidade uterina, através de um instrumento óptico iluminado. A histeroscopia é melhor efetuada cerca de 5 dias após o término da menstruação. A vagina e a vulva são limpadas, efetuando-se um bloqueio anestésico pericervical. O instrumento, um histeroscópio, é introduzido através do canal cervical, sob visibilização direta, até uma distância de 1 ou 2 cm; o líquido destinado a distender o útero (solução fisiológica ou glicose a 5 %) é introduzido através do instrumento, para dilatar a cavidade uterina e oferecer melhor visibilização. A histeroscopia está comumente indicada como método diagnóstico em situações complexas: infertilidade, sangramento inexplicado, retenção de DIU, estando contra-indicada nas pacientes com carcinoma cervical ou do endométrio.