Instituto do Câncer Dr. Arnaldo90 Anos de Pesquisa no Combate ao Câncer
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Primeira instituição brasileira destinada ao estudo e tratamento do câncer
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Neoplasia Maligna de Esôfago

Introdução
Os tumores deste órgão ainda continuam com diagnóstico tardio na sua grande maioria, dificultando a técnica cirúrgica, quando esta ainda pode ser indicada.
Incidência
No Brasil, é maior nos estados do Sul e Sudeste, com prevalência no sexo masculino 3:1; 85,3% correspondem ao carcinoma epidermóide.
Etiologia
O álcool e o fumo são citados como fatores etiológicos; a associação de ambos aumenta em 44 vezes a incidência.
Algumas patologias como tilose, síndrome de Plummer-Vinson, megaesôfago e esôfago de Barret, assim como também fatores ambientais (nitrosamidas, zinco, sílica do solo), também estão envolvidos na patogenia.



Neoplasia Maligna de Estômago

Introdução
A neoplasia maligna do estômago encontra-se entre as principais causa mortis no mundo. No Brasil, segundo estudo estimativo realizado pelo Pró-onco, essa neoplasia ocupará a segunda em incidência, perdendo apenas para o câncer de pele.
Atualmente, apresenta uma sobrevida de 15% em 5 anos. Em um trabalho europeu, os principais fatores relacionados com morbidade e mortalidade são: idade do paciente, estado nutricional e estádio da doença.
Epidemiologia
Estatisticamente, 95% das neoplasias malignas do estômago são provenientes do tecido epitelial, restando 5% para o tecido conjuntivo. Destacamos o adenocarcinoma em 1º lugar, seguido dos linfomas, onde o estômago representa metade dos sítios dessa neoplasia, e do leiomiossarcoma, que também tem o estômago como local mais frequente de manifestação entre os sarcomas de tubo digestivo.
Os principais sinais e sintomas do paciente são: dor epigástrica, perda ponderal e plenitude pós-prandial.
Os principais grupos de risco para o câncer gástrico são:
- Baixo nível socioeconômico;
- Idade acima de 50 anos;
- Álcool, tabaco e anemia perniciosa;
- ETC.



Neoplasia Maligna do Intestino Delgado

Introdução
As neoplasias do intestino delgado são bastante raras. O câncer propriamente dito corresponde a cerca de 1% das neoplasias malignas do trato digestivo como um todo. De maneira geral, o diagnóstico é pobre e muitas vezes já há doença metastática no momento do diagnóstico. O tratamento cirúrgico é, ainda hoje, a melhor perspectiva terapêutica uma vez que a radioterapia e a quimioterapia não trazem benefícios consistentes a curto e médio prazos.
Epidemiologia
A incidência parece ser uniforme em todos os continentes. O sexo masculino predomina levemente sobre o feminino, bem como há discreta predominância do acometimento sobre a raça negra. A literatura mostra também que tanto as neoplasias malignas como as benignas se equivalem, ou seja, o câncer do intestino delgado e duodeno corresponde a 50% de todas as neoplasias destes órgãos.
Etiologia
Não existem fatores comprovadamente responsáveis pela gênese dos tumores malignos do duodeno e restante do intestino delgado. O trânsico alimentar rápido provavelmente protege o revestimento mucoso em relação à exposição de agentes carcinogênicos. Em comparação com outras secreções de outros órgão do tubo digestivo, os líquidos entéricos tendem a ser melhor tolerados e menos abrasivos.



Neoplasia Maligna dos Cólons

Introdução
A neoplasia maligna dos cólons tem como evidência epidemiológica fatores dietéticos, nível socioeconômico alto e elevada densidade populacional. Apresenta sobrevida global de 40 a 50%.
Os principais grupos de risco são: idade avançada, alto teor de gordura na dieta, baixa ingesta de fibras, portadores de doença de Crohn, colite ulcerativa e popipose familiar. Os principais sinais e sintomas são: quando a lesào está localizada no cólon direito, observamos perda ponderal, anemia, massa palpável e cólica; e quando no cólon esquerdo, dor abdominal, sangramento retal, perda ponderal, tenesmo e alteração do hábito intestinal.



Neoplasia Maligna do Pâncreas

Os tumores malignos podem ser exócrinos ou endócrinos; raros antes dos 30 anos, com incidência entre 60 e 80 anos, afetando mais comumente os homens.
O fator etiológico de risco bem estabelecido é o fumo, estando o álcool, solventes derivados do petróleo, químicos industriais (principalmente DDT), consumo exagerado de café, pancreatite crônica sugeridos como fator de risco.
Os endócrinos, originados do sistema APUD ("AMINE-Precursor Uptake and the Carboxilation"). com sintomas relacionados ao tipo de célula de origem são:

- Insulinoma: Hipoglicemia;
- Gastrinoma: Úlcera péptica; - Glucagonoma: Hiperglicemia, dermatite; - Somatosatatinoma: Hiperglicemia, esteatorréia.

Os exócrinos, originados dos ductos pancreáticos ou mais raramente dos ácinos são:
- Adenocarcinomas;
- Cistoadenocarcinomas; - Linfomas; - Neoplasias sólidas e papilares.



Neoplasia Maligna do Reto

Corresponde a 30% dos tumores de cólon; mais comum em homens na proporção 2:1, incidindo principalmente após os 40 anos.

Fatores Etiológicos
- Adenomatose familiar, colite ulcerativa crônica, doença de Crohn, síndrome de Gardner, síndrome Oldfield, síndrome de Turcot e síndrome de Linch.
- Fatores dietéticos: dieta pobre em fibras e cálcio, rica em gorduras.
- Aproximadamente 95% são adenocarcinomas, 5% carcinóides, leiomiossarcomas e lipomas.

Os sintomas são alteração do hábito instestinal, sangue às evacuações, muco, tenesmo, puxo e obstrução.

Diagnóstico
- Toque retal. - Retossigmoidoscopia com biópsia. - Colonoscopia



Neoplasia Maligna do Canal Anal

Introdução
Representa 1% dos cânceres de intestino, na proporção de duas mulheres para um homem.
São cânceres escamosos que se desenvolvem a partir do epitélio anal, ou adenocarcinomas que se desenvolvem acima da linha pectínea.
Sintomas - Sangramento nas fezes, dor e obstrução intestinal.

Diagnóstico
- Toque retal; - Retossigmoidoscopia com biósia; - Colonoscopia.
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