O câncer de pele é um tumor maligno caracterizado pela presença de células que crescem e se multiplicam de uma maneira anormal e descontrolada. É um tipo de câncer cada vez mais freqüente e que afeta um grande número de pessoas em todo o mundo. Qualquer pessoa poderá desenvolver o câncer de pele. A pele é formada por diversas camadas diferentes e, de acordo com a camada acometida por esse crescimento anormal e descontrolado das células, teremos os diferentes tipos. Os mais comuns são: carcinoma basocelular (CBC) ,carcinoma espinocelular (CEC) e melanoma. É muito importante conhecer mais sobre o câncer de pele já que é possível preveni-lo e curá-lo quando o diagnóstico for precoce.
Fatores de risco:
- Exposição intensa ao sol, principalmente quando não são tomados os cuidados necessários
- Radiação ultravioleta (presente nos raios solares e nas cabines de bronzeamento artificial)
- Substâncias químicas como benzeno, arsênico, hidrocarbonetos...
- Radiação (raio X)
- Pele, cabelos e olhos claros
- Tabagismo
- Fatores genéticos (algumas doenças de pele de caráter hereditário, história de câncer de pele em parentes próximos)
- Algumas lesões de pele preexistentes (cicatrizes, leucoplasias, ceratose actínica, xeroderma pigmentoso...)
- Imunossupressão
Como agem os fatores de risco:
Nem sempre é possível determinar qual o fator de risco é responsável pelo desenvolvimento do tumor ou como este atua no desenvolvimento da lesão.
Parece que certos agentes ou substâncias agem nas estruturas celulares alterando o controle e a regulação do seu crescimento. No caso dos raios ultravioleta, seu efeito é cumulativo, ou seja, mesmo depois de interrompida a exposição seus efeitos permanecem e suas manifestações poderão surgir tardiamente.
É um dos muitos tipos de câncer de pele e pode apresentar diversas formas clínicas, com evolução distinta.
Sendo assim é muito importante saber as características de cada paciente e também proceder o estadiamento clínico com auxílio de exames.
Sim. O lábio é responsável pela competência oral e importante na expressão facial. Compõe-se de vermelhão e mucosa labia.
Drenagem linfática:
Lábio Inferior - Linfonodos submental e submandibular bilateralmente.
Lábio Superior - Parótida ipsilateral e submandibular.
O carcinoma de lábio é o tumor mais comum da boca, perfazendo 25 a 30%. O carcinoma espinocelular corresponde a 90% dos cânceres de lábio e 90% acomete o lábio inferior. A sobrevida em 5 anos é de 90%. O fator etiológico principal é o Sol.
Suspeita-se de câncer de lábio na presença de lesão que forma crosta e não cicatriza, devendo então ser biopsiado.
O tratamento é cirúrgico para lesões pequenas e cirurgia mais radioterapia para casos mais avançados. A reconstrução deve levar em conta a competência do esfíncter.
Defeitos menores que a metade do lábio podem ser fechados primariamente; defeitos de metade a dois terços podem ser reconstruídos com retalho de Abbe-Estlander ou Karapandzic labioplastia (precisa-se de artéria labial íntegra) e defeitos maiores que dois terços necessitam de retalho nasolabial.
O tumor dos seios paranasais representa 1% de todos os tumores e 3% dos que atingem o trato respiratório superior. Acomete 2 vezes mais homens, da 5ª a 6ª décadas de vida, e é mais comum em caucasianos.
Apresenta-se clinicamente com déficit de nervos cranianos, intumescimento facial ou até obstrução nasal, dor, secreção nasal, epistaxe, ou até de forma assintomática.
A biópsia pode ser realizada via transnasal, endoscópica sinusal, antrostomia a Caldwell-Luc, etmoidectomia ou rinotomia.
Os fatores de risco são a exposição ao pó de madeira, níquel, curtição de couro, cromo, óleo isopropílico, laca e solda.
O tratamento dos tumores dos seios paranasais se faz através de cirurgia e radioterapia.
O câncer de laringe, em 90%, é representado pelo carcinoma espinocelular. Em 75% das vezes acomete a corda vocal, apresentando-se como rouquidão que persiste por mais de 2 semanas.
As funções da laringe incluem proteção das vias aéreas, respiração, fonação e atividade esfinctérica; e o procedimento cirúrgico deve considerar todas essas funções.
O valor da prova de função pulmonar é controversa, mas deve ser estudada quando da indicação de laringectomia parcial devido ao risco de aspiração e pneumonia.
Os nódulos sólidos solitários não funcionantes de tireóide têm 20% de possibilidade de serem malignos. Os principais tumores malignos da tireóide são:
Carcinoma Papilífero
Carcinoma Folicular
Medular
Indiferenciado ou Anaplásico
Os exames que podem ser realizados são: cintilografia (identificar nódulos hipocaptantes), ultra-som (nódulos sólidos, císticos ou mistos), dosagem de calcitonina e PAAF.
O tratamento do câncer da tireóide é a tireoidectomia total (após congelação intra-operatória confirmar malignidade). Discute-se a possibilidade de hemitireoidectomia em pacientes com carcinoma bem diferenciado avaliado quanto aos fatores prognósticos como grupo de baixo risco. Radioterapia deve ser realizada quando à pesquisa de corpo inteiro houver captação em qualquer parte do corpo. O esvaziamento cervical é reservado para os pacientes com metástase cervical nos carcinomas bem diferenciados, mas deve ser eletivo nos casos de carcinoma medular de tireóide.
Dentre os tumores malignos parenquimatosos renais, o tipo histológico mais comum é o adenocarcinoma ou carcinoma de células renais (85%), seguido por sarcoma e linfomas. O adenocarcinoma renal é o terceiro câncer mais frequente do trato geniturinário e corresponde a 3% dos tumores viscerais. Predomina no sexo masculino à razão de 3/1, principalmente entre a 5ª e a 7ª décadas de vida. Os tumores renais são altamente resistentes à quimio e radioterapia, sendo potencialmente curados através de cirurgia quando organoconfinados. Inúmeros ensaios clínicos são propostos para tratar tumores localmente avançados ou metastáticos, especialmente com interferon e/ou interleucina 2, e terapia com autolifócitos, entretanto os pobres resultados obtidos nos deixam a certeza que, na atualidade, a única oportunidade terapêutica para um paciente com câncer renal está no diagnóstico precoce de lesões localizadas sujeitas à cirurgia curativa.
É a segunda neoplasia urogenital mais frequente do homem, depois do câncer de próstata. Representa 7% dos tumores que podem acometer o sexo masculino e 3% do sexo feminino. Em relação ao sexo, é 3 a 5 vezes mais frequente no masculino; incide principalmente após os 40 anos com pico de incidência entre os 67 e 70 anos. Em cada 100.000 pessoas com idade superior a 70 anos, 150 serão acometidas pela doença. Hostologicamente, mais de 90% são carcinomas de células transicionais, 6% são epidermóides e 2% adenocarcinomas. O fumo parece aumentar em 5 vezes o risco de desenvolvimento do tumor vesical.
Vários fatores são descritos na etiopatogenia do câncer vesical, dentre os quais, a exposição a produtos químicos, tabaco, café, uso de analgésicos, viroses ou parasitoses, cálculos vesicais, irradiação pélvica e agentes citotóxicos são os mais importantes.
Somente com o resultado anatomopatológico do produto da RTU e biópsias, e portanto o estadiamento patológico, poderemos orientar o adequado planejamento terapêutico.
Ocupa o primeiro lugar entre todas as neoplasias masculinas. Na Europa são diagnosticados 85.000 casos novos/ano; nos EUA, país de maior incidência desta patologia, as previsões apoontam para 122.000 novos casos/ano. De etiologia ainda desconhecida, apresenta um incremento no risco de desenvolvê-lo de 1,5 vezes quando um parente de 1º grau é portador do tumor, a de 5 a 10 vezes quando dois parentes de 1º grau são acometidos pela doença, demonstrando um fator genético associado. Pouco comum antes dos 50 anos de idade, sua frequência aumenta com o passar dos anos, a ponto de acreditar-se que todo homem que viver 100 anos desenvolverá câncer de próstata. A influência hormonal também parece clara, já que trata-se de um tumor que pelo menos em alguma fase de seu desenvolvimento é hormônio-dependente. É duas vezes mais frequente em indivíduos da raça negra do que em brancos ou asiátivos. Apresenta distribuição geográfica, sendo mais frequente em norte-americanos e europeus do norte; também se considera que uma dieta rica em gorduras pode contribuir para o seu desenvolvimento. Com os programas preventivos instituídos ultimamente por diversas entidades, o diagnóstico precoce do carcinoma de próstata tem ocorrido em 75% dos casos, enquanto que até finais dos anos 80, de 35 a 75% dos pacientes apresentavam doença disseminada por ocasião do diagnóstico. Contribuíram para o diagnóstico inicial a descoberta e a utilização como marcador do antígeno prostático específico (PSA), bem como a otimização da ultra-sonografia transretal e das biópsias randomizadas. A utilização da relação PSA livre/PSA total colabora para uma melhor indicação das biópsias prostáticas, particularmente quando encontramo-nos com PSA total entre 4 e 10ng/ms; atualmente, comenta-se sobre a densidade de PSA de zona transicional como fator preditivo de câncer prostático. As biópsias sextantes deixam de detectar cerca de 15% de tumores, se comparadas com um procedimento mais exastivo de 8 a 10 biópsias; a biópsia prostática de 5 regiões, é um métido descrito para realização de biópsias sextantes, adicionando outras amostras sistemáticas e aumentanto a sensibilidade.