São malformações decorrentes da falta de desenvolvimento adequado do primeiro e segundo arco branquial. O diagnóstico é clínico e pode ser complementado por exames radiológicos (tomografia computadorizada, fistulografia e ressonância magnética). O tratamento está sempre indicado quando eles se tornam sintomáticos ou antiestéticos. A completa remoção cirúrgica é feita para prevenir a recorrência ou infecções que são as complicações mais comuns.
São hipertrofias benignas do tecido conectivo, frequentemente localizadas no lóbulo e que podem aparecer após a colocação de brincos, realização de cirurgias, infecções e radioterapia. O diagnóstico é clínico e o tratamento consiste na remoção cirúrgica completa e a associação de radioterapia de baixa dosagem com raios beta.
Plano - Presente ao nascimento, mas que pode ser somente observado após o terceiro mês de idade. As lesões geralmente regridem após a puberdade e, portanto, na maior parte das vezes o tratamento é expectante. Em alguns casos, com a obstrução do meato acústico externo, com perdas auditivas condutivas ou com hemorragias de repetição, o tratamento cirúrgico se faz necessário.
Cavernoso - Lesões irregulares e, às vezes, associadas com lesões mais profundas ou malformações arteriovenosas. Para lesões persistentes e que sangram ou se ulceram com frequência, a cirurgia ou a laserterapia pode ser indicada. As complicações mais comuns são grandes hemorragias que podem provocar óbito no intra-operatório e os defeitos estéticos muitas vezes mais graves que as próprias lesões.
São os tumores benignos mais frequentes da orelha média. Os paragânglios, origem destes tumores existem no osso temporal, incluindo o golfo da jugular, o promontório, e ao longo dos nervos de Jacobson e Arnold. Estes tumores aparecem em qualquer faixa etária e as mulheres são mais acometidas. Pelas características de desenvolvimento podem ser classificados como malignos, quando apresentam-se com metástase à distância, o que é de difícil diagnóstico pela ocorrência de tumores multicêntricos. Os tumores glômicos da região temporal são divididos em duas categorias: Glomus timpânico e Glomus jugular.
É o tumor mais comum do osso temporal e do ângulo ponto cerebelar. Estes tumores benignos são derivados da bainha dos nervos, sua localização pode ser no meato acústico interno com o VII par, no canal de falópio com o nervo facial e no forame jugular com os nervos IX, X e XI. Os neurofibromas tem características histológicas diferentes e aparecem na síndrome de Von Recklinghausen com neurofibromatose múltipla.