O câncer de colo do útero é o segundo tumor ginecológico mais freqüente na mulher brasileira e já foi mais comum que o câncer de mama. Graças aos exames de prevenção, o seu número diminuiu, mas ainda é muito alto.
Em 2010 estima-se aproximadamente 18.000 novos casos de câncer do colo de útero no Brasil.
Vários fatores podem colaborar para o surgimento do câncer decolo do útero, como o início de atividade sexual antes dos 18 anos, múltiplos parceiros sexuais, fumo e infecções genitais, em especial as causadas pelo vírus do papiloma humano (HPV).
Na fase inicial, esses tumores habitualmente não causam sintomas. Sangramento discreto durante ou após relações sexuais, secreção vaginal com mau cheiro ou tipo água de carne, dores, dificuldades para urinar ou evacuar são sinais sugestivos de lesões mais avançadas.
Habitualmente,as lesões de colo do útero tem uma evolução de anos antes de se transformar em câncer. Essas lesões precursoras são chamadas de neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC) e podem ser identificadas nos exames de prevenção e tratadas de forma simples, com cura de praticamente 100% dos casos.
Esta é a verdadeira prevenção: identificar e tratar lesões que ainda não são câncer, mas que se não forem tratadas vão evoluir para a doença.
É muito importante saber que as NIC dificilmente causam sintomas. Dessa forma, atenção: os exames devem ser realizados nos intervalos recomendados, independentemente de existirem ou não sintomas.
A prevenção do câncer ginecológico é realizada através do exame Papanicolau, que é a coleta de secreção do colo do útero e seu exame no microscópio à procura de células malignas.
A colposcopia e a biópsia são dois outros exames que também podem ser utilizados na prevenção. A coleta do Papanicolau é indolor, rápida e muito eficaz. Nos três dias anteriores à coleta, as pacientes não devem estar menstruadas e não pode manter relações sexuais, usar cremes, medicamentos e duchas vaginais.
Todas as mulheres que tem ou já tiveram atividade sexual devem fazer o exame anualmente, por toda a vida, independentemente de sintomas.Mesmo durante a gravidez, o exame pode e deve ser colhido.