Entre todos os tumores malignos, o câncer de pulmão é um dos mais comuns. A cada ano, sua incidência mundial aumenta 2%. E o pior: 90% dos casos diagnosticados estão associados ao consumo de derivados de tabaco.
No Brasil, o câncer de pulmão foi responsável por 17.800 óbitos em 2010. É o tipo de câncer que mais vitimas faz a cada ano.
A maneira mais fácil é fazer um raio X torácico complementado por uma tomografia computadorizada. A broncoscopia (endoscopia respiratória) deve ser feita para avaliar a árvore traqueobrônquica e verificar a necessidade de se fazer uma biópsia.
Quando é comprovada a existência do câncer, procura-se saber o estágio de evolução, ou seja, se a doença está restrita ao pulmão ou disseminada por outros órgãos.
O tabagismo é o principal fator de risco no câncer de pulmão. Cerca de 90% dos casos são causados pelo fumo.
Mas também há outros fatores que podem possibilitar o surgimento da doença:
- Em algumas indústrias, por exemplo,agentes químicos como arsênico, asbesto, berílio,cromo, radônio, níquel, cádmio e cloreto de vinila são altamente prejudiciais se expostos de maneira incorreta.
- Fatores dietéticos, como baixo consumo de frutas e verduras.
- Doença pulmonar obstrutiva crônica, como enfisema pulmonar e bronquite crônica.
- Fatores genéticos ,que predispõem à ação carcinogênica de compostos inorgânicos de asbesto e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos.
- História familiar de câncer de pulmão.
Os tumores centrais provocam tosse, chiado, ronqueira, dor no tórax, escarros hemópticos (escarro com sangue), dispnéia (falta de ar) e pneumonias. Já os tumores periféricos são geralmente assintomáticos. Quando invadem a pleura ou a parede torácica, causam dor, tosse e dispnéia.
O tumor localizado no ápice pulmonar (tumor de Pancoast) geralmente compromete o oitavo nervo cervical e os primeiros nervos torácicos,levando à síndrome de Pancoast, que corresponde à presença de tumor no sulco superior de um dos pulmões e dor no ombro correspondente, que se irradia para o braço.
Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado, podendo existir em crises em horários incomuns para o paciente. Uma pneumonia de repetição pode ser também um sintoma inicial de câncer de pulmão.
A mais importante e eficaz prevenção do câncer de pulmão é o combate ao tabagismo.
Há três alternativas de tratamento: cirurgia, radioterapia e quimioterapia.Esses métodos podem ser associados para obter melhores resultados.Tumores restritos ao pulmão, nos estágios I e II, devem ser operados e removidos. Nesses casos, a chance de cura é de até 70%.
Nos outros casos estágios, uma associação de quimioterapia e radioterapia, com eventual resgate cirúrgico, é a alternativa que melhor mostra resultados, porém não ultrapassando 30% de índice de cura.
No estágio VI a quimioterapia é o tratamento mais indicado, porém as chances de cura são extremamente reduzidas. Até o momento não existe benefício comprovado pelo uso da imunoterapia.