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Estudo liga gene câncer de próstata Diminuir fonte Aumentar fonte

Uma equipe de cientistas anunciou ter detectado um gene variante associado ao câncer de próstata, numa descoberta que pode ajudar os médicos a decidir quais pacientes são os melhores candidatos a um tratamento agressivo.
A descoberta da DeCode Genetics, companhia de identificação de genes com sede na Islândia, também pode ajudar a explicar por que determinadas populações apresentam maior incidência da doença.
O câncer de próstata é uma doença comum com muitas causas, tanto genéticas quanto ambientais.
A nova variante, descrita no site da Nature Genetics, foi encontrada pela primeira vez em islandeses e depois e detectada na Suécia e em duas populações nos Estados Unidos. David Altshuler, médico geneticista di Instituto Broad, em Cambridge, no estado americano de Massachusetts, afirmou que o resultado foi estatisticamente convincente, por ter sido testado em quatro populações.
A Variante está presente em cerca de 13% dos homens de origem européia. Ela aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de próstata em 60%em relação aos homens que não têm o gene e responde por cerca de 8% de todos os casos, segundo os cientistas, liderados por Laufey T. Amundadottir, da DeCode.
William B. Isaacs, especialista em câncer de próstata da Universidade Johns Hopkins, qualificou a descoberta de “empolgante” e acrescentou que, até agora, “não havia nenhum exemplo claro de genes identificados por um grupo e reproduzidos em várias populações”.
A companhia planeja desenvolver um diagnóstico baseado na nova variante para ajudar os médicos a decidir o grau de agressividade do tratamento da doença, especialmente entre os homens com mais de 70 anos, supondo que aqueles que tem a variante são mais propensos a desenvolver câncer grave.
Issacs e Altshuler afirmaram que a idéia de um diagnóstico é razoável, mas são necessários mais estudos para mostrar se a informação teria uso clínico prático.
A nova variante está situada no cromossomo 8. Até agora, nenhum gene do tipo fora reconhecido nesse trecho do DNA.
Fonte: O Estado de São Paulo
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