Fumantes passivos também tem risco de câncer?

Texto: Ewerton da Silva Medeiros Fonte: INCA e Saúde Brasil


Você sabia que a fumaça que sai da ponta do cigarro e se difunde no ar em que respiramos contém em média três vezes mais monóxido de carbono, três vezes mais nicotina e até cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que o próprio fumante inala?


O simples fato de você inalar a fumaça do tabaco, ainda que de forma involuntária, pode facilmente gerar reações alérgicas, tosse, asma, infarto agudo do miocárdio e até mesmo acarretar doenças pulmonares como o câncer de pulmão.


Estudos revelam que a fumaça do tabaco contém mais de 7.000 compostos e substancias químicas, e que, no mínimo, 69 desses compostos e substâncias provocam doenças como o câncer.


O alcatrão, a nicotina e o monóxido de carbono (CO) por exemplo, são substâncias encontradas nos cigarros, charutos, cachimbos e outros produtores de fumaça que são extremamente tóxicas ao organismo humano, e causam dependência agindo no sistema nervoso central, dificultando assim a oxigenação do sangue e privando alguns órgãos de receber o oxigênio.


Por isso, para se prevenir e proteger os outros, é sempre bom lembrar do bom e velho bom senso, e fazer uso dos direitos garantidos por lei:


“Art. 2º É proibido o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo fechado, privado ou público. (Redação dada pela Lei nº 12.546, de 2011)

§ 1º Incluem-se nas disposições deste artigo as repartições públicas, os hospitais e postos de saúde, as salas de aula, as bibliotecas, os recintos de trabalhos coletivos e as salas de teatro e cinema.

§ 2º É vedado o uso dos produtos mencionados no caput nas aeronaves e veículos de transporte coletivo. (Redação dada pela medida provisória nº 2.190-34, de 2001)

§ 3º Considera-se recinto coletivo o local fechado, de acesso público, destinado a permanente utilização simultâneas por várias pessoas. (Incluído pela Lei nº 12.546, de 2011).”


Para você que é fumante e quer deixar o vício, desde 2002 o Ministério da Saúde, juntamente com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, oferece tratamento do tabagismo em todas as Unidades Básicas de Saúde.


O tratamento é realizado por profissionais de saúde e é composto de uma avaliação, depois por consultas individuais ou sessões de grupo de apoio, nas quais o paciente fumante entende o papel do cigarro e dos outros produtos derivados de tabaco na sua vida, recebe orientações de como deixar de fumar, como resistir à vontade, e principalmente como viver sem produtos derivados de tabaco.


Durante as quatro primeiras reuniões de grupo (ou consultas individuais) são fornecidos manuais de apoio com informações sobre cada uma das sessões. Também são fornecidos medicamentos gratuitos com o objetivo de reduzir os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina. Procure o coordenador do controle de tabagismo no seu Estado, município ou postos de saúde próximos de sua casa ou do trabalho, e se informe sobre os locais e horários de tratamento do tabagismo.


Largar o cigarro não é fácil, mas é possível. Não há problema algum em pedir ajuda.


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